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Criança que faz birra e adolescente rebelde: como lidar?

Dra. Tainá Rodrigues, pediatra, orienta famílias sobre como entender e abordar episódios de descontrole emocional na infância e na adolescência

Publicado em 25/11/2025 às 20:06
Atualizado em

Dra. Tainá Rodrigues (Foto: Acervo pessoal da dra. Tainá Rodrigues)

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Se você se interessou pelo título deste texto, provavelmente já presenciou algum comportamento de birra ou rebeldia - atitudes comuns entre crianças e adolescentes, em diferentes fases do desenvolvimento. Muitas vezes, esses comportamentos acabam gerando críticas, vergonha para as pessoas responsáveis e até punições dentro das famílias. Mas, é sob essa perspectiva que devemos agir?

Antes de tudo, refletir: por que elas e eles se comportam assim?

A birra é um termo médico já explicado pela neurociência. Ela ocorre devido à imaturidade do cérebro da criança em controlar as próprias emoções. Não é uma simples pirraça diante de uma frustração. Esse comportamento pode ser a manifestação de emoções como o medo, a raiva, a angústia, quando a criança ainda não atingiu a maturidade necessária para se autorregular. Entre os dois e os três anos, idade em que as birras mais ocorrem, cerca de 80% das crianças têm pelo menos um episódio por semana. Algumas fazem birras diariamente: é o caso de uma a cada cinco crianças.

O que fazer neste momento? O primeiro passo é acolher. A criança precisa de sentir segura diante daquele momento em que ela ainda não reconhece as próprias emoções e se sente vulnerável. É importante dizer que você entende o que ela está sentindo e que vai ajudá-la a se acalmar. Outra forma é mudar o foco para outra tarefa ou interesse, desde que isso seja feito sem o tom de “recompensa” pela birra.

De maneira semelhante, no outro extremo da infância, surge o e a adolescente rebelde

Usada muitas vezes de maneira pejorativa, a rebeldia é uma atitude questionadora e desafiadora diante de regras e de autoridades. Seria também uma postura esperada para essa fase? A resposta é sim. Do mesmo modo como a criança que faz birra, o comportamento rebelde na adolescência tem explicações científicas.

O e a adolescente são seres em construção. Esta é uma fase entre a infância e a vida adulta, marcada por mudanças físicas, hormonais e psicológicas em constante evolução. Assim como na primeira infância, os cérebros na adolescência passam por crescimento e desenvolvimento expressivos. Adolescentes ainda não têm pleno controle dos impulsos e podem ter mais probabilidade de tomar decisões baseadas em emoções do que na razão. São pessoas questionadoras e, muitas vezes, desobedientes. Isto não significa que não devam seguir regras, mesmo achando que “já sabem de tudo”.

Em momentos de embate, quando o seu filho ou sua filha erram, explique as consequências daquele ato, demonstre o que seria o comportamento adequado e termine a conversa com uma atitude positiva, como combinar novas atitudes daquele momento em diante.

A rebeldia na adolescência é um aspecto natural do desenvolvimento, mas requer atenção cuidadosa. A comunicação gentil, o estabelecimento de limites e a busca por compreensão ajudam muito nesta fase. No entanto, quando esses comportamentos se tornam persistentes e preocupantes, é fundamental considerar a busca de ajuda profissional tanto para os e as adolescentes quanto para os pais e as mães, para lidar com os desafios emocionais desta fase.

Com a abordagem certa, os e as adolescentes podem enfrentar os desafios dessa fase da vida de maneira saudável e construtiva.


Dra. Tainá Rodrigues

Consultório: Rua Eurico Vieira, 11A

Centro - Ibertioga/MG

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Fonte: Dra. Tainá Rodrigues

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