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Ainda que tardia

Cinco erros comuns que podem atrapalhar quem começa a investir

Na coluna Ainda que tardia, Adrimar Nascimento mostra armadilhas comuns entre iniciantes e destaca a importância de planejar e conhecer o mercado

Publicado em 31/08/2026 às 21:02
Atualizado em

Mulher planeja investimentos (Foto: Ilustração Canva)

Homem confere investimentos (Foto: Ilustração Canva)

(Especial publicitário)


Investir é uma das melhores decisões que alguém pode tomar para garantir um futuro financeiro saudável, mas o caminho no início costuma ser cheio de armadilhas. A combinação de falta de experiência, excesso de informação e emoções à flor da pele faz com que a maioria das e dos iniciantes repita alguns tropeços. Reconhecer essas falhas no início da jornada evita perdas desnecessárias e leva a um caminho mais tranquilo e estável

1. Investir sem antes construir uma reserva de emergência

O primeiro grande erro é entrar no mercado sem construir uma reserva de emergência. O entusiasmo dos rendimentos e a pressa por resultados levam muitas pessoas a aplicarem todo o capital disponível em renda variável ou títulos de longo prazo. Mas os imprevistos sempre aparecem e sem um dinheiro de fácil acesso, o/a investidor/a precisa resgatar as aplicações no pior momento possível, muitas vezes amargando prejuízos que poderiam ser facilmente evitados com um simples planejamento inicial. Jamais se deve pular essa etapa. 

2. Acreditar que é possível ganhar muito dinheiro em pouco tempo 

Outra falha clássica é achar que se pode ganhar muito em pouco tempo. Tentando adivinhar os movimentos diários do mercado, guiados/as pela ilusão do ganho rápido, iniciantes compram ações ao leram uma notícia positiva ou entram em ativos altamente voláteis sem entender a tese por trás daquela empresa. A bolsa de valores não é um cassino; construir patrimônio exige paciência, consistência e foco no longo prazo, e não uma busca incessante pela "dica quente" do momento. Melhor não confiar em todas as dicas, em capas de revistas, manchetes dizendo que esse é o momento da bolsa ou mesmo que é o momento de trocar tudo por renda fixa. 

3. Concentrar todo o dinheiro em um único investimento


A ausência de diversificação também cobra um preço alto de quem está começando. É muito comum ver novos/as investidores/as colocarem todo o capital em uma única empresa que julgam conhecer bem ou apenas na categoria de ativo que está na moda. A diversificação inteligente não serve para enriquecer rápido, mas para garantir que um único imprevisto em determinado setor ou empresa não destrua o seu patrimônio da noite para o dia. Quase ninguém sabe qual o ativo que vai deslanchar, e a diversificação pode ajudar também nesse ponto, ter mais ativos aumenta a chance de ter um que vai se transformar na joia da coroa. 

4. Deixar as emoções comandarem as decisões

O quarto tropeço é deixar que as emoções tomem o controle das decisões financeiras, agindo por euforia ou pânico. O comportamento padrão do/a iniciante costuma ser desastroso: compra na alta, impulsionado/a pela empolgação geral, e vende na baixa, tomado/a pelo medo de perder tudo durante uma queda natural do mercado. Investir com sucesso exige o desenvolvimento de um estômago frio e a adesão rígida a uma estratégia pré-definida, independentemente do ruído das notícias diárias. O mais importante é ter um plano sólido, por isso, estudar e ter conhecimento é fundamental para quem está iniciando essa jornada. Planeje uma carteira bem estruturada, siga a estratégia consolidada e não mude de opinião a todo momento.

5. Trocar de investimentos o tempo todo e não dar tempo aos juros compostos

Por fim, a ansiedade de girar o patrimônio constantemente por falta de paciência impede que os juros compostos façam o próprio trabalho. O/a iniciante troca de ativo a todo momento achando que a grama do/a vizinho/a é sempre mais verde, vendendo posições consolidadas para entrar na novidade da vez. No entanto, criar riqueza nos investimentos é um processo silencioso e gradual; ao não permitir que o tempo mature suas escolhas, o/a investidor/a apenas acumula taxas, paga impostos desnecessários e interrompe o ciclo natural de crescimento do próprio dinheiro. No fim, acaba com menos patrimônio e com a sensação de ter andado em círculos. 

Se você comete esses erros, pense e reflita, busque soluções para que você possa fugir deles e sempre mantenha a calma e continue estudando, porque conhecimento nunca é demais. Na dúvida, consulte um especialista. 


Adrimar Nascimento - Investidor

Contato: [email protected]


Fonte: Adrimar Nascimento

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