Ainda que tardia
Quer investir? Entenda os caminhos e evite erros comuns
Especialista explica as diferenças entre emprestar dinheiro e investir em ativos, além dos cuidados na hora de aplicar
Publicado em
02/04/2026 às 19:58
Atualizado em
(Especial publicitário)
Depois que decidimos investir, várias dúvidas surgem, o que é normal, pois é um mundo cheio de alternativas. Mas podemos separar os tipos existentes e irmos pouco a pouco desvendando esse caminho.
Duas formas de investir
Basicamente, existem duas formas de investir: emprestando dinheiro pra alguém ou adquirindo um ativo que traga renda ou valorização ao longo do tempo.
Empréstimo de dinheiro
Muitas pessoas, entidades e governos necessitam de dinheiro para suas atividades, e, na maioria das vezes eles se valem de empréstimos para adquirir fundos. Seja para uma atividade rural, construir imóveis, para cobrir saldos em contas bancárias, para custear programas de governo, enfim, existem muitos motivos para se adquirir um empréstimo.
Estamos quase sempre no grupo dos que pedem dinheiro emprestado. Mas também podemos entrar no grupo daqueles que emprestam dinheiro. Assim, ficamos na expectativa de receber mais no futuro, retornando os famosos juros, que são o valor monetário no tempo.
O papel dos intermediários

Geralmente, existem intermediários nesse processo. Por exemplo, quando uma empresa vai construir um imóvel, ela não sai pela sociedade para angariar fundos daqueles que querem investir, ela geralmente vai a um banco. Esse, por sua vez, cria condições para que uma pessoa qualquer invista nos produtos criados para tal fim.
Nesse caso, geralmente o banco cria um CRI, que é um certificado de recebíveis imobiliários. Caso seja para o setor agrícola, existe o CRA. São apenas nomes dados aos produtos, que no fim possuem o mesmo propósito, angariar valores para emprestá-los aos mais diversos setores.
Riscos desse tipo de investimento
O risco aqui está nesse intermediário. Caso o banco venha a falir ou entrar em liquidação, pode ser que quem emprestou dinheiro a essa instituição, não tenha o retorno esperado. Um exemplo claro disso é o caso do Banco Master, no qual vários clientes estão enfrentando dificuldades para reaver seus investimentos.
Por isso, aqui vale a máxima de que se os juros ofertados são bem maiores do que aqueles praticados por bancos tradicionais, é melhor analisar bem, porque quase nunca é um bom negócio no final das contas.
Nessa modalidade, o/a investidor/a vai encontrar várias opções, uma verdadeira sopa de letrinha: CRA, CRI, CDB, LCA, LCI, Tesouro Direto, Poupança, além da oferta de fundos de renda fixa.
Investimento em ativos
A outra vertente é a compra de ativos, que são bens, direitos ou recursos que possuem valor econômico, que podem ser trocados por dinheiro, gerando benefícios futuros. Um clássico exemplo é o imóvel. Ao longo do tempo ele se valoriza e o/a proprietário/a pode alugar e receber valores mensais.
Os ativos podem tanto valorizar quanto desvalorizar ao longo do tempo. Ações de empresas negociadas na bolsa de valores tendem a ganhar valor no longo prazo, mas no curto, podem perder valor. O mesmo acontece com todos os ativos.
Costumeiramente, essa modalidade de investimento é chamada de renda variável. Isso porque não há um valor fixo de retorno no futuro, diferente do empréstimo financeiro, que os juros, ou uma boa parcela dele é fixada no momento de o negócio ser fechado.
Escolha consciente
O mais importante na hora de escolher é se sentir confortável e saber o funcionamento de cada opção. Assim, podemos evitar sofrimentos desnecessários e dormir tranquilamente. Sempre tendo em mente que riqueza não se constrói da noite pro dia, assim podemos evitar cair em golpes e perder todo o patrimônio investido.
Adrimar Nascimento - Investidor
Contato: [email protected]
Fonte: Adrimar Nascimento
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