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Ainda que Tardia

Antes de investir, feche a torneira que esvazia seu patrimônio

Na coluna Ainda que Tardia, Adrimar Nascimento explica por que quitar dívidas e formar uma reserva de emergência vêm antes dos investimentos

Publicado em 29/07/2026 às 19:27
Atualizado em

Homem calcula dívidas (Foto: Ilustração Canva)

Fundo de emergência (Foto: Ilustração Canva)

(Especial publicitário)


Uma das dúvidas mais frequentes de quem está iniciando no mundo dos investimentos é como montar uma carteira, ou seja, distribuir o dinheiro entre diferentes aplicações. É claro que não existe uma resposta exata para essa pergunta, vai depender do perfil e da aversão ao risco que cada pessoa tenha. 

Entretanto, o que muita gente ignora é que existem alguns passos que são anteriores à definição de quais ativos (opções de investimentos) vão compor uma boa carteira. O objetivo de investir é criar patrimônio, ter um futuro mais tranquilo, e de nada adianta ingressar nesse caminho, se do outro lado existem sugadores desse mesmo patrimônio. 

Um deles é a dívida. Imagine uma caixa d’água. De um lado uma torneira grande e aberta, bem no fundo, e do outro um cano bem fininho injetando água. Pode-se perceber que essa caixa vai esvaziar. Essa torneira são as dívidas. 

Quitar dívidas deve ser o primeiro passo

De nada adianta, separar um aporte, aplicar em algum investimento, se do outro lado, constantemente, existe uma dívida levando boa parte do capital. É preciso fechar essa torneira, o quanto antes melhor. Claro que aqui não estou me referindo àquelas dívidas, por assim dizer, controladas. Um financiamento da moradia, por exemplo, ninguém vai esperar quitar esse débito para iniciar o investimento, esperar 30 anos seria um erro. 

Mas aquela dívida de cartão de crédito, por exemplo, que está sempre crescendo e com juros altos. Ou mesmo se não se consegue nem pagar as contas correntes, parcelamento em lojas, múltiplas prestações. Enfim é necessário controlar essas despesas antes. 

Fundo de emergência é essencial 


Outra vertente é ter uma reserva de emergência. Imprevistos sempre hão de pintar, e não ter como lidar com eles, pode atrasar bastante a evolução do patrimônio. Isso acontece porque a maioria dos investimentos estará em ativos sem liquidez imediata (sacar o dinheiro do investimento rapidamente quando precisar), ou mesmo, em renda variável, na qual o momento pode não ser propício. 

Com isso, é salutar que se tenha algum dinheiro reservado para essas emergências em ativos de alta liquidez. Aqueles em que a quantia necessária vai entrar imediatamente na conta corrente. O montante a ser reservado vai depender das despesas que a pessoa tem, como aluguel, alimentação e outras que julgar importantes. O aconselhável é ter uns seis meses de despesas cobertas por essa reserva. 

É bem provável que você tenha até desanimado um pouco depois de ler esses parágrafos. Afinal, a gente gosta de colocar em prática o que está estudando, de logo compor uma carteira e fazer os aportes mensais. Mas, pode ter certeza, esses passos iniciais nos livram de muitos dissabores. 


Adrimar Nascimento - Investidor

Contato: [email protected]


Fonte: Adrimar Nascimento

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