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Saúde mental: sinais de alerta na infância
No Janeiro Branco, a pediatra Tainá Rodrigues alerta para sinais de sofrimento emocional nas crianças e reforça a importância do cuidado desde cedo
Publicado em
13/01/2026 às 20:49
Atualizado em
(Especial publicitário)
O mês de janeiro é dedicado ao debate sobre a saúde mental, com foco na conscientização sobre a importância do equilíbrio emocional e do autocuidado.
Muito se fala sobre depressão e ansiedade como doenças da vida adulta, mas essas condições também afetam a vida de crianças e adolescentes.
É comum que pessoas adultas que hoje convivem com ansiedade, estresse, preocupação excessiva, baixa autoestima, tristeza ou isolamento social tenham apresentado sintomas semelhantes ainda na infância.
Dados que reforçam a urgência do cuidado
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das condições relacionadas à saúde mental começa até os 14 anos, mas maioria não é detectada e nem tratada nessa fase da vida.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) é a principal ferramenta usada mundialmente pelos e pelas profissionais de saúde na padronização de condutas e diagnósticos em saúde mental. Neste manual, há abordagens específicas para a infância, demonstrando a necessidade de se observar sintomas psíquicos entre crianças e adolescentes.
Um dado alarmante é a taxa de suicídio entre as jovens de 10 a 19 anos no Brasil: em média, cerca de mil óbitos por ano, de acordo dados do Ministério da Saúde referentes a 2021.
Atenção aos sinais é fundamental
É fundamental ficar atento e atenta caso a criança apresente sintomas persistentes por mais de duas semanas. Entre os sinais emocionais estão tristeza, isolamento, irritabilidade, agressividade. Alterações importantes no apetite, como redução acentuada ou comer exageradamente também merecem atenção.
No ambiente escolar, muitas vezes, a criança ou o/a adolescente demonstra que algo não está bem. Queda no rendimento, desinteresse pelas matérias e pelas pessoas, afastamento dos/as colegas e isolamento social podem ser sinais de alerta.
Muito comum, também, são queixas inespecíficas durante consultas médicas, como dores pelo corpo, cansaço excessivo, sensação de desmaio. Quando estes sintomas persistem mesmo após investigação clínica adequada e tratamento correto, é fundamental que a médica considere causas emocionais e aborde a saúde mental durante o atendimento.
Alerta para família e profissionais de saúde
Às mães, aos pais e às/aos profissionais de saúde, fica o alerta: valorizem as queixas das crianças! Sofrimento emocional não é manha, não é birra, não é ser mimado/a e, principalmente, não é falta de castigo.
As consequências de não cuidar da saúde mental na infância podem se estender por toda a vida adulta, prejudicando a sanidade física e psicológica e limitando as oportunidades de um futuro saudável.
👉 Em caso de dúvidas procure sempre a pediatra de confiança.
Dra. Tainá Rodrigues
Consultório: Rua Eurico Vieira, 11A
Centro - Ibertioga/MG
Fonte: Dra. Tainá Rodrigues
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