Ainda que tardia
Investir não é sobre dinheiro. É sobre liberdade
Na coluna deste mês, Adrimar Nascimento explica por que um comportamento errado é o que realmente define sobre o futuro financeiro mais tranquilo
Publicado em
26/02/2026 às 17:17
Atualizado em
(Especial publicitário)
Quando se trata de investimentos, muitas pessoas acabam desistindo por pensar que é um mundo muito complicado, de difícil acesso, ou que é necessário muito conhecimento ou grandes salários para se ter sucesso. Mas na verdade, não é a inteligência ou o quanto a pessoa tem de receita que vai levá-la a ter um futuro financeiro mais tranquilo, mas sim seu comportamento.
Durante a vida, se somarmos a quantia de dinheiro que passou pelas nossas mãos, podemos nos impressionar com o valor. Entretanto, a grande maioria simplesmente gasta tudo e nem mesmo se recorda onde esse dinheiro foi parar. Dívidas, compras desnecessárias, produtos que não são mais usados, roupas caras que estão paradas no armário, carros, telefones celulares a cada ano, enfim, a lista é enorme.
Uma pessoa com salário baixo pode a vir se tornar um/a milionário/a e uma pessoa com salário alto pode viver em dívida a vida toda e ter uma velhice complicada. E é bem provável que a segunda pessoa tenha mais conhecimento financeiro do que a primeira, mas não colocou nada em prática, deixou-se levar pela cobiça ou simplesmente achou que o futuro seria igual ao presente.
Investir sempre é uma boa ideia

Uma pessoa que somente coloca dinheiro na poupança, o investimento mais simples, terá mais patrimônio do que aquela que não economiza nada. Ou seja, não investir é o pior cenário sempre. Melhor fazer algo simples, do que não fazer nada. Claro que não estou dizendo pra investirem apenas na poupança, é só um exemplo comparativo.
E então, surge outra pergunta. Mas pra que investir? Não é melhor viver bem agora? Posso morrer amanhã e não aproveitei nada. Quero ser feliz hoje e não amanhã. Nesse caso, as estatísticas estão contra esse pensamento. A grande maioria vai chegar até a velhice e viver nela por alguns anos.
Mas, veja, o grande motivo de se investir não é pra ter uma velhice tranquila e nem para adquirir produtos no futuro. Mas, sim, pra comprar algo que não tem preço: tempo. Quem não tem dinheiro, tem menos escolhas. Vai estar mais subordinado/a a empregos dos quais não gosta. Imagine ter uma reserva, na qual pode passar pelo menos seis meses sem necessitar de um salário. Nesse caso, não teria tanto medo de trocar de emprego, ou ter que se submeter a um ambiente ruim de trabalho apenas por medo de não ter como pagar as contas.
O tempo pode ser seu amigo
Agora pense em poder fazer o que se quer, na hora em que se quer. Não é fantástico? Nada de esperar os sessenta e cinco anos chegarem pra se aposentar e ser livre. Poder viver a vida da forma que quiser, mas sem todas as limitações de quem não tem dinheiro. Viajar, compras coisas, ou simplesmente viver naquele sítio, ou naquela cidade que sempre se sonhou.
Investir serve pra isso e não para se chegar a uma cifra ilusória, como ter um milhão de reais ou qualquer outra quantia. É ter o tempo a seu favor. Esse mesmo tempo que sempre parece estar contra nós, que a cada dia nos mostra que somos passageiros.
Adrimar Nascimento - Investidor
Contato: [email protected]
Fonte: Adrimar Nascimento
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