Cidade destaque
Santana do Garambéu é a cidade com melhor qualidade da vida da região
Dados são do IPS (Índice de Progresso Social) e a comparação foi feita entre Ibertioga, Madre de Deus, Piedade, Santana e Santa Rita
Publicado em
08/07/2024 às 22:27
Atualizado em
Santana do Garambéu é a cidade com melhor qualidade de vida da região e está entre as 500 melhores do Brasil em quesitos como moradia, segurança, meio ambiente e inclusão social. Mesmo não tendo a maior renda per capta entre os municípios analisados, possui indicadores positivos para os habitantes. Todas as cidades se destacam no quesito segurança pessoal. Os dados são do IPS Brasil (Índice de Progresso Social) e medem se as infraestruturas e os recursos estão trazendo resultados para as pessoas. Há três grandes tópicos avaliados com informações públicas: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
Confira os principais dados divulgados:
1. Santana do Garambéu
Está em primeiro lugar entre as cidades da região e ocupa a posição 448 entre os 5570 municípios do Brasil, com nota 64,88 em 100, segundo o IPS. Aliás, no ranking da Zona da Mata e da Campos das Vertentes, Santana é a quinta melhor cidade em qualidade de vida, atrás apenas de São João del-Rei (67,47), Juiz de Fora (67,32), Muriaé (65,93), Viçosa (65,24) e empatada com Barbacena (64,88). Com uma população de 2.137 habitantes, a renda per capta de Santana é de R$ 18.457,11.
A cidade se destaca em relação às necessidades humanas básicas de uma forma geral, o que inclui nutrição e cuidados médicos, água e saneamento, com ênfase para o índice de abastecimento de água e o índice de perda de água na distribuição e também no quesito segurança pessoal. Outros aspectos positivos estão relacionados ao acesso ao conhecimento básico, especialmente a evasão do ensino médio e a distorção Idade-série no Ensino Médio. Santana também é um munícipio que oferece excelentes oportunidades, liberdades individuais e de escolhas e tem um número adequado praças e parques em áreas urbanas para o lazer de quem vive ali.
Os desafios se concentram, justamente, em melhorar as áreas verdes dentro da cidade e trabalhar a prevenção a suicídios e também o combate à violência contra pessoas negras.
2. Madre de Deus de Minas
Ocupa a segunda colocação entre as cidades vizinhas e a posição 722 entre os 5570 municípios do Brasil, com nota 63,59 em 100, segundo o IPS. Com uma população de 5.191 habitantes, a renda per capta é de R$ 58.599,98. Apesar de ter a renda per capita mais alta entre os municípios comparados, Madre de Deus, precisa superar alguns desafios para aumentar a nota da cidade. Os principais estão relacionados à subnutrição e às mortes por acidentes de transporte. Em relação à saúde, é preciso melhorar os índices de mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis, com diabetes e câncer. Já o meio ambiente, necessita de mais áreas verdes urbanas. A cidade também deveria investir para que mais pessoas trabalhadoras tenham ensino superior.
Os destaques de Madre de Deus são a segurança pessoal, a baixa evasão do Ensino Médio, o combate à obesidade e a inclusão social de forma generalizada.
3. Piedade do Rio Grande
Está em terceiro lugar entre as cidades da região e ocupa a posição 1.289 entre os 5570 municípios do Brasil, com nota 61,85 em 100, segundo o IPS. Com uma população de 4.604 habitantes, a renda per capta é de R$ 24.154,42. Piedade enfrenta problemas relacionados às necessidades humanas básicas de uma forma geral e com foco especial na subnutrição.
Por outro lado, a cidade se destaca na cobertura vacinal contra poliomielite, na segurança pessoal, na baixa taxa de homicídios, no combate à obesidade e na paridade entre pessoas negras e pardas na Câmara Municipal.
4. Ibertioga
Em quarto lugar entre as cidades da região, a cidade ocupa a posição 2921 entre os 5570 municípios do Brasil, com nota 57.78 em 100, segundo o IPS. Com uma população de 5.198 habitantes, a renda per capta é de R$ 20.068,68.
Ibertioga enfrenta vários desafios para melhorar a condição de vida de quem mora na cidade e as principais também estão relacionadas às necessidades humanas básicas, especialmente nos quesitos nutrição e cuidados médicos básicos, na cobertura vacinal contra poliomielite, em hospitalizações decorrentes de doenças que poderiam ser evitadas se os cuidados adequados fossem prestados na Atenção Primária e na taxa de óbitos por causas que poderiam ser prevenidas por ações de serviços de saúde.
Aliás, saúde e bem-estar são pontos que precisam de atenção em Ibertioga, especialmente no que diz respeito à mortalidade entre 15 e 50 anos (medida que avalia a saúde da população nessa faixa etária) e campanhas de prevenção ao suicídio. A cidade tem como pontos fracos também a qualidade da internet móvel e as áreas verdes urbanas.
Ibertioga precisa ainda melhorar em relação às oportunidades oferecidas, especialmente na inclusão social, com destaque para a falta de paridade entre mulheres e homens na Câmara Municipal e na violência contra pessoas negras. Por último, a cidade também enfrenta o desafio de melhorar a nota média do Enem.
O único ponto positivo de Ibertioga é a segurança pessoal, comum a todas as outras cidades relacionadas.
5. Santa Rita de Ibitipoca
Está em quinto lugar entre as cidades da região e ocupa a posição 3.265 entre os 5570 municípios do Brasil, com nota 57,02 em 100, segundo o IPS. Com uma população de 3.301 habitantes, a renda per capta é de R$ 18.846,37.
Apesar da última colocação entre as cinco cidades, Santa Rita tem pontos fortes destacados, como nutrição e cuidados médicos básicos, especialmente em relação à cobertura vacinal contra a poliomielite e à baixa taxa de óbitos por causas que poderiam ser prevenidas. No quesito segurança pessoal, além do destaque, a cidade também tem baixo índice de homicídios.
Na educação, Santa Rita tem baixo índice de reprovação escolar no Ensino Fundamental e um alto número de mulheres empregadas com Ensino Superior.
Os grandes desafios estão relacionados aos baixos índices de abastecimento de água e do índice de perda de água potável na distribuição. A moradia também preocupa com domicílios sem paredes adequadas, ou seja, sem a utilização de materiais duráveis. De uma forma geral, a cidade precisa melhorar também a saúde e o bem-estar dos habitantes, especialmente no que diz respeito à mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, diabetes e câncer. Também necessita trabalhar campanhas de prevenção ao suicídio.
Santa Rita tem ainda como pontos fracos as oportunidades e a baixa inclusão social, especialmente a falta de paridade de gênero na Câmara Municipal e a violência contra as mulheres.
Fonte: Índice de Progresso Social (IPS)
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