Tradição Mineira
Dia Mundial do Queijo: Minas celebra a tradição e a força da produção familiar
Dados inéditos da Emater-MG e especialistas reforçam o valor cultural, econômico e gastronômico do queijo mineiro
Publicado em
20/01/2026 às 20:16
Atualizado em
No Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, Minas Gerais tem muitos motivos para comemorar. Dados inéditos divulgados pela Emater-MG mostram que a agroindústria familiar produziu cerca de 43 mil toneladas de queijo em 2025, confirmando a importância econômica e cultural do produto no estado.
O levantamento foi feito com informações de escritórios da Emater em mais de 800 municípios mineiros e revela a diversidade da produção. Ao todo, Minas conta com 12,5 mil empreendimentos familiares que fabricam diferentes tipos de queijo, como minas frescal, muçarela, parmesão, prato, provolone, ricota, requeijão, além de derivados de leite de cabra e de búfala.
“A produção de queijos artesanais representa um salto estratégico para a diversificação econômica e a valorização do leite produzido nas propriedades. Esse modelo fortalece as famílias e as comunidades rurais”, explica Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG na área de Queijos Artesanais. Segundo ela, a instituição atua diretamente na capacitação das produtoras e dos produtores e na melhoria da qualidade dos queijos, facilitando o acesso a mercados formais.
Destaque para os queijos feitos com leite cru

A maior parte da produção vem dos queijos artesanais feitos com leite cru, que somaram 32,1 mil toneladas em 2025, o equivalente a quase 75% do total produzido pela agroindústria familiar. São 8,8 mil espalhadas por várias regiões do estado, mantendo modos de fazer transmitidos de geração em geração.
Dentro desse universo, o Queijo Minas Artesanal (QMA) se destaca. No ano passado, a produção chegou a 18,4 mil toneladas, envolvendo cerca de 3,5 mil produtoras e produtores familiares. Reconhecido internacionalmente, o QMA teve seus Modos de Fazer incluídos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, no fim de 2024.
Minas Gerais possui atualmente dez regiões reconhecidas como produtoras de Queijo Minas Artesanal, entre elas o Campo das Vertentes e a Serra de Ibitipoca.

Para o docente de gastronomia do Senac Minas, Ney Carlos de Lima Pereira, celebrar o Dia Mundial do Queijo é valorizar muito mais do que um alimento. “O queijo carrega história, território e o saber de quem produz. Fortalece a identidade cultural e também a economia local”, destaca.
Ele lembra ainda que o consumo consciente cresce a cada ano. “As pessoas estão mais atentas à origem, aos ingredientes e às técnicas artesanais. Isso fortalece os produtores e valoriza o queijo mineiro dentro e fora do Brasil”, finaliza.
Fonte: Emater/MG e Senac
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