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Ainda que tardia

O dia em que você se tornou sócio da Coca-Cola sem sair de casa

Na coluna Ainda que tardia, Adrimar Nascimento explica como investir em ações e participar dos resultados de grandes empresas pensando no longo prazo

Publicado em 09/10/2026 às 21:00
Atualizado em

Investidor acompanha valores de ações (Foto: Ilustração Canva)

Mulher investindo na bolsa de valores (Foto: Ilustração Canva)

(Especial publicitário)


Sabe quando você passa em frente àquela padaria lotada no domingo de manhã, ou entra num supermercado impecável e pensa: “Se eu fosse sócio desse lugar, estaria rindo à toa”?

A gente costuma olhar para grandes negócios e imaginar como seria incrível ver a empresa crescer, expandir e gerar lucros direto para o nosso bolso. O que pouca gente se dá conta é que isso não é apenas um exercício de imaginação. É uma realidade ao alcance de qualquer pessoa.

Você pode se tornar sócio/a das maiores e mais lucrativas empresas do Brasil e do mundo. E a melhor parte: sem precisar gerenciar funcionários e funcionárias, abrir portas às 6h da manhã ou lidar com fornecedores/as. Você continua sua rotina normal, enquanto compartilha dos lucros e do crescimento desses gigantes.

Mas como isso funciona na prática?

É mais simples do que parece. Existem mercados onde pequenas fatias dessas empresas — chamadas de ações — são negociadas publicamente todos os dias. São as Bolsas de Valores (como a B3, aqui no Brasil).

Neste ponto, é comum vir à mente aquela imagem de filme de Hollywood: telas piscando em vermelho e verde, gritaria, pessoas nervosas e a ideia de que a bolsa é um cassino disfarçado ou que você precisa de um Doutorado em Economia para não perder dinheiro.

Tudo mito.

Guardadas as devidas proporções, investir na bolsa com foco de longo prazo é muito parecido com comprar um imóvel para alugar:

  • O imóvel: Quando alguém compra um apartamento para renda, não liga para a imobiliária toda semana perguntando quanto ele valorizou. A pessoa simplesmente recebe o aluguel mensal e deixa o tempo trabalhar.
  • A ação: Na bolsa acontece algo muito similar. A maioria das grandes empresas distribui parte dos seus lucros periodicamente aos acionistas — os famosos dividendos, que funcionam exatamente como "aluguéis".

Se você não ceder à ansiedade de checar a cotação a cada cinco minutos, verá esses proventos caindo na sua conta e, com o passar dos anos, a tendência natural é que empresas sólidas também valorizem.

As regras de ouro antes de começar


Claro que, como em qualquer investimento sério, não se deve agir no impulso. Para transformar a bolsa em geradora de riqueza (e não em dor de cabeça), bastam algumas precauções básicas:

  1. Olhe para o lucro histórico: Dê preferência a empresas consolidadas, com histórico comprovado de lucros consistentes ao longo dos anos. Empresas que dão lucro continuam crescendo; empresas que só acumulam prejuízos tendem a perder valor.
  2. Não coloque todos os ovos na mesma cesta: A diversificação é sua melhor amiga. Monte uma carteira com ações de diferentes setores (bancos, energia, varejo, commodities).
  3. Pense globalmente: Hoje em dia, do mesmo aplicativo do celular, você pode ser sócio de gigantes nacionais como Itaú, Vale ou Renner, e também de impérios globais como Apple, Microsoft e Coca-Cola.

A Bolsa de Valores não é um cassino; é um shopping center de grandes negócios. Vale a pena dedicar alguns minutos para estudar esse universo e dar o primeiro passo, mesmo que seja com pouco dinheiro. A sensação de ver seus recursos trabalhando para você — e não o contrário — é um caminho sem volta.


Adrimar Nascimento - Investidor

Contato: [email protected]


Fonte: Adrimar Nascimento

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