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Ped Ajuda

Sono na infância: entre a expectativa e a realidade

Na coluna Ped Ajuda, a pediatra Dra. Tainá Rodrigues explica o sono infantil e os sinais que indicam quando é preciso buscar avaliação

Publicado em 06/10/2026 às 20:14
Atualizado em

Dra. Tainá Rodrigues (Foto: Acervo pessoal da dra. Tainá Rodrigues)

Menina dorme tranquilamente (Foto: Ilustração Canva)

Pai lê uma história pra filha antes de dormir (Foto: Ilustração Canva)

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“Meu filho não dorme a noite toda.” “Ele acorda várias vezes.” “Será que estou fazendo alguma coisa errada?”

Essas são dúvidas muito comuns entre mães, pais, cuidadoras e cuidadores. Quando falamos sobre sono infantil, é importante lembrar que existe uma grande diferença entre a expectativa das pessoas adultas e a realidade do desenvolvimento da criança.

Muitas vezes, esperamos que o/a bebê ou a criança durma por muitas horas seguidas, no mesmo horário, todos os dias. Na prática, o sono infantil é um processo de amadurecimento e sofre influência da idade, do desenvolvimento neurológico, da rotina familiar.

Rotina e rituais podem ajudar no sono


O cérebro da criança ainda está amadurecendo. Por isso, despertar várias vezes durante a noite é comum e pode fazer parte do desenvolvimento normal. O/a bebê pode acordar para mamar, procurar conforto, mudar de posição ou simplesmente porque passou de uma fase do sono para outra.

Rotina ajuda, mas não precisa ser rígida. Ter uma rotina previsível pode facilitar o sono. Banho, luz mais baixa, história, colo, música tranquila e outros pequenos rituais podem sinalizar para a criança que o momento de dormir está chegando. Mas rotina não significa rigidez.

Não é necessário que todos os dias sejam exatamente iguais, nem que um atraso de alguns minutos transforme a noite em um problema. A rotina deve ser organizada, mas também precisa ser possível dentro da realidade de cada família.

O ambiente também influencia. Alguns estímulos podem dificultar o início e a manutenção do sono. Entre eles estão:

  • exposição a telas, principalmente próximo ao horário de dormir;
  • bebidas ou alimentos com cafeína;
  • brincadeiras muito agitadas imediatamente antes de deitar;
  • discussões e conflitos frequentes no ambiente familiar.

Quando o sono merece uma avaliação?


Nem todo despertar é sinal de doença. Porém, alguns sinais merecem cautela. É importante procurar avaliação nestes casos: irritabilidade excessiva durante o dia, alterações de comportamento, regressões ou prejuízos no desenvolvimento e na rotina da criança.

Também devemos investigar crianças que roncam frequentemente, apresentam respiração pela boca, pausas na respiração ao dormir, sono muito agitado ou parecem ter dificuldade para respirar enquanto dormem.

Nesses casos, é importante avaliar, entre outras possibilidades, alterações das adenoides (glândulas situadas na parte de trás do nariz) e das amígdalas, que podem contribuir para distúrbios do sono.

E os medicamentos para dormir?

Existem medicamentos e outras substâncias que podem servir em situações específicas, mas não devem ser usados por conta própria. A indicação depende da idade, da causa do problema, da rotina da criança e da avaliação individual. Em grande parte das dificuldades de sono na infância, a primeira abordagem não é medicamentosa.

Antes de pensar em um remédio, é fundamental entender por que aquela criança está dormindo mal.

O sono amadurece junto com a criança. Algumas noites serão melhores; outras, nem tanto. Doença, dentição, mudanças na rotina, fases do desenvolvimento e até acontecimentos familiares podem temporariamente alterar o padrão de sono.

E quando houver dúvida, sofrimento familiar ou sinais de alerta, vale conversar com a pediatra. 


Dra. Tainá Rodrigues

Consultório: Rua Eurico Vieira, 11A

Centro - Ibertioga/MG

WhatsApp: (32) 99862-5356


Fonte: Dra. Tainá Rodrigues

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