Entre emoções
Reflexões sobre o Luto: Quando a dor do vazio nos atinge
Na coluna Entre Emoções, Fabiana Gomes reflete sobre o luto, a ausência de quem se foi e os caminhos para reconstruir a vida após uma perda
Publicado em
08/10/2026 às 12:19
Atualizado em
(Especial publicitário)
O criador da psicanálise, Sigmund Freud, afirmou que "se quiseres suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte". Mas, na prática, quem consegue estar de portas abertas para acolher uma perda e se despedir de quem ama?
Quando você recebe a notícia de que alguém que fazia parte da sua essência já não respira, é difícil encarar essa ausência como algo definitivo, aceitar que aquilo é real. Consequentemente, entramos nas cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e, por final, aceitação. Cada pessoa lida a seu modo, ao seu tempo.
O sofrimento é proporcional ao quanto aquela pessoa era significativa, porque para nós ela era várias em uma: uma mãe, um pai, um amigo, um irmão, um filho, um amor, um porto seguro, seu amparo e fortaleza ou até alguém que muito fez você sofrer.
E quando você perde quem era várias pessoas em uma, se encontra sem entender como vai precisar acordar todos dias na condição de ter que aprender a viver e ser alguém em um mundo no qual aquela pessoa não mais será vista. A dor chega com um vazio que não é preenchível.
Entre a dor do adeus e a urgência de viver

Quando a morte vem com aviso, por uma doença, pela chegada da velhice, a pessoa e seus entes queridos já se preparam de alguma forma para perda, mesmo que o sofrimento seja inevitável. E quando a morte vem do inesperado, sem avisos, sem alarde, por um acidente, um infarto, um suicídio que não deu sinais, uma fatalidade, quem fica não estava preparada/o para perder a pessoa que fazia parte do próprio viver. A negação e a raiva chegam de forma avassaladora.
Quando os dias trazem a confirmação da ausência de quem se foi, cada pessoa encontra a maneira que terá que viver, ser e lidar. Algumas encontram nos que ficaram a força pra continuar, outras se fortalecem através da crença religiosa, outras entram em uma depressão profunda, outras usam a fuga em vícios para escapar da realidade.
Em uma era em que as condições de vida estão em constantes mudanças, não sabemos mais quanto tempo temos. Precisamos ter consciência de que viver é diferente de sobreviver, fazer a vida ser mais leve, estar mais disposta/o a escolher o que e quem realmente vai proporcionar que seu tempo de vida seja significativo.
Não precisamos carregar o peso do luto ou a angústia da incerteza em solidão. A psicoterapia surge justamente como um espaço seguro para processar essas dores, atravessar as fases do luto e reorganizar a vida após a partida de quem amamos. Se você está enfrentando a difícil dor de uma perda ou sente que a vida perdeu o sentido, saiba que não precisa passar por isso sem apoio. Procure ajuda profissional e dê o primeiro passo para cuidar de si e do seu tempo.
Fabiana Gomes - Psicóloga
Consultório: Rua Piauí, 34 / 2º Andar
Centro - Ibertioga/MG
Contato: (32) 98486-3531
Atendimento online
Fonte: Fabiana Gomes
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