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Pedra de Amolar

Três poemas em três tempos

A coluna Pedra de Amolar, de Juliana Prado, reúne três textos sobre as pequenas dores, os excessos e as contradições da vida

Publicado em 18/09/2026 às 19:51
Atualizado em

Juliana e a máquina de escrever (Foto: Acervo pessoal de Juliana Prado)

Cachaças e vista embaçada (Foto: Ilustração Pinterest)

No chão (Foto: Ilustração Pinterest)

Tropeço (Foto: Imagem criada por Inteligència Artificial)

(Especial publicitário)


Topada cósmica


Toda vez que bato o safado do dedo mínimo na beira do pluuuto! do sofá me vem a mesma sensação: de uma espécie de conexão universal de existência. Uma rede mundial de agonia. Dói e irrita de forma cósmica. A ideia imediata de que o espaço é infinito, mas nossa vida é mindinha.


Poema em um gole


Tempos tristes

Ainda bem que temos pinga

E bar aberto Na esquina

Troncha


Queria andar pelo estado do muito. Do completo. Começo. meio. fim. Por ora, esbarra em louças e bibelôs de estantes. Derrama sopa na mesa. Faz malabares com talher. Caso seja época de sorte, passa o dia sem quebrar algo. Mas é fiel. Segue deixando ir tudo ao chão. Sempre excesso. Em alto som. Um erro admitido. Pudera! Nunca conheceu linha reta. Essa coisinha troncha de deus.


Juliana Prado - Poetisa, escritora e jornalista

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Fonte: Juliana Prado

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