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Pedra de Amolar

Onde se vende deslumbre e se compra silêncio

Na coluna Pedra de Amolar, Juliana Prado convida leitoras e leitores a visitar um armazém onde a imaginação é moeda corrente

Publicado em 05/06/2026 às 19:46
Atualizado em

Armazém da imaginação (Foto: Ilustração Pinterest)

Algodão doce (Foto: Ilustração Pixabay)

(Especial publicitário)


Armazém de badulaques (ou... encantarias à venda)


Compro balas jujubas, extrato de lavanda e badulaques!

Adquiro em prestações carros de miniatura, escafandros para dias molhados e túnicas de vestir amores.

Pensando bem. Preciso, na verdade, de duas bobinas de caravela, alçapão para dias de guerra e meia dúzia de trecos de remar.

Se estiver em promoção, moço, me arruma uma saca de amêndoas do mato? Daquelas que estalam na boca (se for de comer) e no céu (se for de encantar).

Providenciem, senhores, cinco dúzias de algodão doce e jabuticabas. Estou farta de não comer deslumbre!

Black novembro que nada! Me avie aí um caminhão cheio de buzinas velhas - daquelas de nunca usar. Na sua venda, vocês vendem o silêncio?

Ah! Quero também adquirir uma vitrola que toque espuma de vento. Será que já inventaram uma vitrola de borbulhar?


Mas também tenho ofertas. Entrelaço cadarços coloridos que vão dar aqui da terra lá no fim do mundo. Ofereço caixas de estalinhos, mamonas com canudo de assoprar, pé de vento e sonhos recheados.

No meu armazém colei na parede uma pipa, 8 dromedários, um fogo de chão e 23 peças de lantejoula azul. Abro amanhã, sábado de aleluia. Por volta das 10. É só chegar.

A minha venda, especializada em encantaria e quebranto, terá pão bento, café novo e nenhuma explicação.


Juliana Prado

Instagram | @julianapradoc

Fonte:

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