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Macacos Cine Fest estreia com cinema, música, gastronomia e encontros

Festival gratuito acontece de 3 a 7 de setembro, em Macacos, com 44 filmes, shows e a primeira exibição pública do documentário “Essas Mina É Zica”

Publicado em 03/09/2026 às 21:00
Atualizado em

Capela de São Sebastião (Foto: Site Viva Macacos)

A idealizadora Tamira Abreu (Foto: Clarice Sabino)

Apocalipse Baby (Foto: Gabriel Chiarastelli)

Paulo Santos (Foto: Samuel Mendes)

Cena de Essas Mina É Zica (Foto: Túlio Cipó)

O distrito de Macacos, em Nova Lima, recebe, de 3 a 7 de setembro, a primeira edição do Macacos Cine Fest – Festival de Cinema de São Sebastião das Águas Claras. Com programação gratuita, o evento reúne cinema, música, formação, arte e encontros com realizadoras e realizadores em cinco dias de atividades.

A estreia do festival terá 44 filmes selecionados entre 740 trabalhos inscritos de todos os estados brasileiros, além de sessões especiais, mostra infantil, oficinas, espetáculos circenses, shows, bate-papos e projeção mapeada.

Documentário estreia no festival


Um dos principais momentos da programação será o lançamento e a primeira exibição pública de Essas Mina É Zica, documentário de longa-metragem dirigido por Natacha Vassou e Lucas Espeto. A sessão acontece no domingo (6), às 19h, no gramado da Capela de São Sebastião.

O filme acompanha, entre 2019 e 2023, as trajetórias de Iza Sabino, Kainná Tawá, Ohana, DJ Pat Manoese, Paula Ituassu e Tamara Franklin, seis mulheres da cena do rap de Belo Horizonte. Depois da sessão, Tamara Franklin, Iza Sabino, Kainná Tawá e DJ Pat Manoese participam de um bate-papo com o público. Às 22h, as artistas apresentam o show Essas Mina É Zica, com rap, hip-hop, poesia e discotecagem.

Homenagem ao Uakti


Outro destaque da primeira edição é a homenagem ao Uakti, grupo mineiro criado em Belo Horizonte, em 1978, conhecido pela criação de instrumentos próprios e pela pesquisa de novas possibilidades sonoras.

A homenagem ganha uma relação especial com Macacos, que durante muitos anos abrigou o acervo do grupo. A programação reúne filmes, videoartes e conversas sobre a trajetória do Uakti e a relação com o cinema, incluindo trabalhos de Rafael Conde e Eder Santos.

A abertura do festival, na quinta-feira (3), terá a participação do Coral da Escola Municipal Rubem Costa Lima, formado por estudantes de Macacos e que teve Paulo Santos como professor e colaborador. Na mesma noite, será exibido Ensaio de Orquestra, de Federico Fellini, escolhido pelo músico.

Na segunda-feira (7), a homenagem continua com uma sessão especial que reúne Uakti – Oficina Instrumental, de Rafael Conde, e obras de Eder Santos. Após as exibições, Paulo Santos participa de um bate-papo sobre os encontros entre cinema e música. O encerramento fica por conta do show AR (ÁRA), com composições do álbum Áratekoha.

Cinema em diferentes formatos


Com o tema “Ressonâncias e Ruídos”, o festival propõe aproximar imagem e som e explorar diferentes formas de criação audiovisual. A programação inclui a Mostra Competitiva de Curtas, com obras de animação, ficção, documentário, experimentação, videoarte e formatos híbridos.

Também estão previstas sessões da Cine Macacada | Mostra Infantil de Curtas, com filmes voltados ao público infantil, além da oficina A Criança e o Cinema, com Jaqueline Luana, e apresentações do espetáculo circense Desafios Urbanos: Da Cidade à Roça, a Arte Transforma!, com Felipe Foca.

A música também integra a programação, com apresentações de coral, rap, brega e experimentação sonora. Na sexta-feira (4), VJ BAH e DJ Little Sil fazem uma projeção mapeada no gramado da Capela de São Sebastião. No sábado (5), a Orquestra Mineira de Brega se apresenta. No domingo, o palco recebe o show Essas Mina É Zica.

Cinema também à mesa


A programação do festival se estende à gastronomia por meio do Cine Gastrô | Circuito Gastronômico, realizado até 7 de setembro. Doze estabelecimentos de Macacos criaram pratos exclusivos inspirados em filmes brasileiros.

A iniciativa amplia a experiência do festival para além das salas e espaços de exibição, conectando cinema, gastronomia e economia criativa local.

Segundo a idealizadora do evento, Tamira Abreu, a ideia é que o festival seja mais do que uma sequência de sessões de cinema. “Queremos criar um espaço de encontro, em que o público possa assistir a um filme, ouvir uma música, conversar com um realizador, participar de uma oficina ou simplesmente se reconhecer em uma história. ‘Ressonâncias e Ruídos’ fala justamente dessas coisas que permanecem reverberando e também daquilo que provoca deslocamentos, novas perguntas e outras formas de olhar”, afirma.

Confira a programação completa aqui. 


Fonte: Luz Comunicação

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