Portal da Cidade Ibertioga

Cultura e Memória

Documentário de alunos da EESA valoriza história de Ibertioga

No Dia do Cinema Brasileiro, mostramos a importância do audiovisual no registro de tradições e de raízes culturais de uma comunidade

Publicado em 19/06/2025 às 17:51
Atualizado em

Professor e estudantes que criaram o documentário sobre Ibertioga (Foto: Acervo pessoal professor Luiz Eduardo Ferreira)

Júlia Yanara Afonso também participou do documentário (Foto: Acervo pessoal de Júlia Afonso)

Professor Luiz Eduardo Ferreira Martins, o Dudu (Foto: Acervo pessoal professor Luiz Eduardo Ferreira)

A Ana Júlia Moreira que participou do documentário (Foto: Acervo pessoal de Ana Júlia Moreira)

Outra estudante que participou do projeto, Whitney de Souza (Foto: Acervo pessoal de Whitney de Souza)

Hoje, 19 de junho, é Dia do Cinema Brasileiro e a data é uma oportunidade para relembrar e valorizar o documentário produzido por estudantes da Escola Estadual Santo Antônio (EESA), que se tornou um importante registro da memória e da cultura local de Ibertioga.

Intitulado “Preservando a Nossa História Cultural: Ibertioga através dos olhos de jovens ibertioganos”, o filme foi criado em 2024 por cerca de 30 alunos da turma do 1º B, sob orientação do professor Luiz Eduardo Ferreira Martins, graduado e mestre em História pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

O trabalho, que começou com pesquisas em sala sobre costumes, regionalismos e tradições, evoluiu para um projeto audiovisual completo. Cada grupo de estudantes ficou responsável por investigar aspectos diferentes da identidade ibertiogana. Depois, os roteiros foram escritos, as entrevistas gravadas com celulares e microfones, e a edição feita com apoio do professor.

Aprendizado e valorização da cultura local

“A ideia era fazer com que os alunos enxergassem a cidade com outros olhos, valorizando o que temos de mais genuíno. O documentário é um legado para o presente e para o futuro de Ibertioga,” afirma o professor, que acompanhou cada etapa do processo — da pesquisa à edição.

Uma das participantes do documentário, a estudante Ana Júlia Moreira de Paula Campos, de 16 anos, atualmente no 2º B, destaca a importância do projeto para a juventude: “A tendência é que a juventude perca a cultura, perca essas raízes. Então, foi possível aprender muitas coisas que a gente não sabia, como o significado dos objetos usados na Congada, a importância do Festival para ajudar o hospital, a Folia de Reis que vem de tempos antigos. A juventude é o caminho para manter a cultura e as nossas raízes vivas na cidade”, avalia.

Já a estudante Whitney Alexandra de Souza Fagundes, também de 16 anos e no 2º B, considera que o projeto ampliou o conhecimento dos e das estudantes sobre a cultura de Ibertioga. "Essa experiência, inovadora e única, nos fez refletir sobre a importância de valorizar, preservar e participar das nossas manifestações culturais tão lindas e maravilhosas. Nós jovens podemos fortalecer nossa identidade cultural e garantir que as próximas gerações continuem participando e celebrando nossas festividades que fazem parte da cultura ibertiogana", finaliza.

Para Júlia Yanara Afonso, também de 16 anos, fazer um documentário sobre a cultura da cidade foi uma experiência enriquecedora e única. "Pude conhecer mais a fundo as tradições, os costumes e as histórias das pessoas que viveram e ainda vivem aqui, algo que muitas vezes passa despercebido no dia a dia. Conversar com moradores, visitar lugares e registrar festas e expressões artísticas me fez valorizar ainda mais a diversidade cultural de Ibertioga", comenta.

Registros históricos importantes

O documentário traz registros da Folia de Reis, da Congada, da capoeira, do Festival de Carros de Boi, das igrejas de Santo Antônio e do Rosário, além de depoimentos de moradores e moradoras que ajudaram a construir a história da cidade. Uma das pessoas entrevistadas faleceu há pouco tempo, o que deu ao material ainda mais valor como fonte de memória e homenagem.

A primeira exibição aconteceu na própria escola, e há planos para que o filme seja apresentado novamente ao público no fim de 2025. Neste Dia do Cinema Brasileiro — que celebra os primeiros registros filmados em solo nacional, feitos em 1898 por Afonso Segreto —, a produção da EESA mostra como o cinema também pode nascer em salas de aula, como ferramenta de educação, valorização cultural e preservação da história de uma comunidade.


Assista o documentário na íntegra


Fonte: Portal da Cidade Ibertioga

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp