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Qualidade do queijo

Emater-MG lança cartilha com boas práticas para fabricação de queijos artesanais

Documento está disponível para consulta gratuita no site da empresa, com orientações sobre boas práticas de higiene e segurança para a produção de queijos

Publicado em 24/10/2024 às 15:55
Atualizado em

Queijos artesanais sendo produzidos (Foto: Divulgação Emater-MG)

Produtora embala queijos artesanais (Foto: Divulgação Emater-MG)

Minas Gerais, com sua longa tradição na produção de leite, abriga uma rica cultura de queijos artesanais que, além de serem parte da identidade do estado, têm ganhado reconhecimento mundial. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) estima que existam cerca de 7,7 mil agroindústrias familiares de queijos artesanais, como o Queijo Minas Artesanal, Requeijão Moreno, Queijo Cabacinha, e variedades típicas das regiões de Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral e Vale do Suaçuí.

Diante da importância desse setor, especialmente para pequenas produtoras e produtores, a Emater-MG lança a cartilha Queijos Artesanais: Boas Práticas de Fabricação, que orienta sobre padrões de higiene e segurança em todas as etapas da produção, assegurando a qualidade do produto final. O documento está disponível gratuitamente na Livraria Virtual do site da Emater-MG ou clicando diretamente neste link. 

“As boas práticas de fabricação, junto com as boas práticas agropecuárias, são de fundamental importância para a qualidade do queijo artesanal, seja ele o Queijo Minas Artesanal, o Queijo Artesanal da Alagoa ou Mantiqueira. Elas previnem contaminações por bactérias patogênicas, por produtos químicos ou por algum agente físico que possa causar algum dano à saúde do consumidor. Essas boas práticas, e o tempo de maturação dos queijos, vão garantir a qualidade desse produto para que não leve nenhum perigo para o consumidor”, explica o assistente técnico da Emater-MG e um dos autores da cartilha, Érik Flores.

Conteúdo da cartilha

Com mais de 30 páginas, a cartilha detalha desde a adequação das instalações da queijaria até o controle rigoroso da higiene, abordando a importância de evitar a contaminação cruzada e assegurar o uso de água de boa qualidade. O leite cru, por exemplo, deve ser manuseado em condições que garantam sua pureza, tanto durante a ordenha quanto no transporte.

Além das instalações adequadas, a cartilha ensina a higienizar corretamente os utensílios e as superfícies, utilizando detergentes e sanitizantes apropriados, e explica o uso seguro de soluções cloradas. Também traz orientações sobre o controle de pragas e a gestão de resíduos, essenciais para manter o ambiente da queijaria seguro.

Processos de salga e transporte

A cartilha dedica especial atenção à etapa de salga, recomendando concentrações adequadas de salmoura para garantir o sabor ideal sem comprometer a qualidade. O tempo de maturação, crucial para eliminar microrganismos indesejáveis do leite cru, também é destacado.

No transporte e no armazenamento, a cartilha reforça a importância de veículos adequados, fechados e, em alguns casos, climatizados, para evitar variações de temperatura que possam prejudicar os queijos.

Por fim, a Emater-MG incentiva as produtoras e os produtores a adotarem Programas de Autocontrole (PAC) e realizarem análises laboratoriais periódicas, assegurando que os queijos artesanais atendam às exigências legais e cheguem às consumidoras e aos consumidores com total segurança.


Fonte: Emater-MG

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