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TRADIÇÃO QUEIJEIRA

Casal troca Brasília por Ibertioga para manter tradição centenária da família

Família retomou produção iniciada há quase 100 anos na Fazenda Saudade e hoje coleciona prêmios com apoio técnico e vendas pela internet

Publicado em 15/06/2026 às 19:18
Atualizado em

O casal Matheus Brandão e Tereza Rodrigues (Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/MG)

(Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/MG)

(Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/MG)

(Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/MG)

O desejo de criar a primeira filha mais perto da família e das raízes mineiras mudou completamente os planos da jornalista Tereza Rodrigues e do videomaker Matheus Brandão. Em 2018, o casal deixou Brasília e retornou a Ibertioga para dar continuidade a uma tradição iniciada há quase um século na Fazenda Saudade: a produção do Queijo Minas Artesanal.

A história da propriedade está ligada ao avô de Tereza, João Miranda, que produzia queijos artesanais transportados a cavalo até o Rio de Janeiro. Décadas depois, a família decidiu manter vivo esse legado, unindo tradição, tecnologia e novos mercados.

Hoje, a Fazenda Saudade conta com cerca de 230 vacas em lactação e uma estrutura modernizada para atender às exigências sanitárias da produção. Os queijos são maturados por mais de 22 dias em tábuas de cedro, processo que contribui para o desenvolvimento de características marcantes de sabor e aroma, reconhecidas em concursos de qualidade realizados em diversas partes do país.

Segundo Tereza, a decisão de retornar para Minas nasceu durante a gravidez da primeira filha. “Em 2018, quando eu fiquei grávida, a gente resolveu vir para cá, voltar às raízes e começar a fazer Queijo Minas Artesanal também”, lembra. O que inicialmente parecia uma mudança de estilo de vida se transformou em um projeto familiar voltado à preservação de uma tradição histórica da região.

Cuidado na produção e qualidade garantem prêmios 


O crescimento da produção contou com o acompanhamento da Emater-MG, que auxiliou na implantação de boas práticas de ordenha e fabricação, além do processo de legalização da queijaria. O suporte técnico também incentivou a participação em feiras, eventos e concursos especializados.

De acordo com a extensionista de Bem-Estar Social da Emater-MG, Mayara Jarochinski, o cuidado com cada etapa da produção tem sido um dos diferenciais da propriedade. Ela destaca que o comprometimento da família com a qualidade do produto ajudou a consolidar o reconhecimento alcançado pela queijaria. “A Fazenda Saudade produz um Queijo Minas Artesanal premiado em concursos de qualidade. O casal é preocupado com a qualidade final do produto, mantendo os cuidados em cada detalhe”, destaca.

Além da tradição no campo, a Fazenda Saudade também apostou na inovação para ampliar o alcance dos produtos. A propriedade passou a integrar a plataforma É do Campo, criada pela Emater-MG para aproximar produtoras e produtores rurais e  consumidoras e consumidores por meio das vendas online.

Para Matheus Brandão, a comercialização digital ajuda a superar uma das principais dificuldades enfrentadas por pequenas e pequenos produtores: chegar à consumidora e ao consumidor final sem intermediárias/as. “Eu acho que a plataforma veio para diminuir esse espaço entre o produtor e o consumidor. Uma das grandes dificuldades hoje é você chegar até o consumidor final. A plataforma ajuda a encurtar esse espaço”, afirma.

Entre a memória dos antigos queijos levados a cavalo para outros estados e as oportunidades abertas pelo comércio eletrônico, a trajetória da Fazenda Saudade mostra como tradição, sucessão familiar e inovação podem caminhar juntas para fortalecer a produção artesanal mineira.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/MG

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