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Nonagenárias: projeto celebra a longevidade de mulheres com mais de 90 anos

Equipe do projeto entrevistou duas moradoras de Ibertioga: Lenita Rodrigues e Ana Porfíria (dona Nininha). Conheça as histórias delas

Publicado em 29/12/2024 às 15:49
Atualizado em

A jornalista Luciana Morais entrevista dona Lenita (Foto: Portal da Cidade)

Equipe do Nonagenárias entrevista dona Lenita (Foto: Portal da Cidade)

Donda Nininha e o sobrinho José Vilmar que cuida dela: amor e conexão (Foto: Portal da Cidade)

Olhar de cumplicidade entre dona Nininha e Vilmar (Foto: Portal da Cidade)

Carinho e amor entre tia e sobrinho (Foto: Portal da Cidade)

Ana Porfíria, a dona Nininha (Foto: Portal da Cidade)

Dona Lenita sorri até quando vai tirar sangue para o projeto DNA Longevo (Foto: Portal da Cidade)

O sorriso da dona Lenita (Foto: Portal da Cidade)

A fotógrafa e cinegrafista Vanessa Ribeiro ajusta a câmera para começar a entrevista (Foto: Portal da Cidade)

A entrevista de dona Lenita também foi acompanhada pela filha dela: Maria das Graças Rodrigues, a Gracinha (Foto: Portal da Cidade)

Dona Lenita conta caso enquanto o imunologista Lucas Ventura faz a coleta de sangue (Foto: Portal da Cidade)

O imunologista Lucas Ventura explica para a sobrinha de dona Lenita, Andréia Rodrigues,o documento sobre a participação no projeto DNA Longevo (Foto: Portal da Cidade)

Ninguém resiste ao famoso pão de queijo da dona Lenita (Foto: Portal da Cidade)

Donda Lenita pronta pra dar entrevista (Foto: Portal da Cidade)

Em um mundo que muitas vezes privilegia o efêmero e a juventude, o Projeto Nonagenárias surge como um sopro de reverência e reconhecimento. Criado em 2021 pela jornalista mineira Luciana Morais, essa iniciativa se propõe a resgatar histórias, destacar contribuições e celebrar a vida de mulheres com 90 anos ou mais. “Não é apenas uma homenagem, mas também um ato de preservação cultural e uma ponte de aprendizado entre gerações. Queremos imortalizar as histórias dessas mulheres incríveis”, explica a jornalista.

A equipe, formada por Luciana Morais, a fótografa e cinegrafista Vanessa Ribeiro e o biomédico imunologista, Lucas Ventura, visitou Ibertioga e entrevistou duas moradoras de cidade.

Um Tributo às Pioneiras

O Nonagenárias já homenageou cerca de 90 mulheres e duas delas são moradoras de Iberrioga. Conheça as histórias de Lenita e Ana.

Dona Lenita: uma vida de trabalho, aventuras e sabedoria

Nascida em Ressaquinha, Dona Lenita Rodrigues Pereira, com seus quase 98 anos, carrega na memória uma vida de trabalho árduo, criatividade e determinação. Desde jovem, ela encontrou no tricô e na venda de salgados e comésticos uma forma de sustentar a família, demonstrando um espírito empreendedor que a acompanhou por décadas. Amante das pequenas aventuras, Lenita recorda com carinho dos passeios que fazia com uma amiga para buscar lenha no bosque, onde comiam frutas nativas e se divertiam. Ou quando cuidada das crianças filhas dos integrantes de circos que vinham à Ibertioga para poder assistir os espetáculos de graça. Mesmo com a passagem dos anos, Dona Lenita mantém a lucidez e a alegria, encantando todas as pessoas ao seu redor com histórias que misturam simplicidade e sabedoria. Ela é um exemplo de resiliência e fé, mostrando que a idade não apaga a força de uma vida marcada por intensidade e propósito.

Dona Nininha: afeto familiar e serenidade de quase um século de vida

Aos 93 anos, Dona Ana Porfíria de Paula, carinhosamente chamada de Dona Nininha, é um símbolo de ternura e proximidade familiar. Residente em Ibertioga, ela mora com o sobrinho José Vilmar que a acompanha diariamente, nutrindo uma relação de afeto e cuidado que aquece a todos que os conhecem. Dona Nininha vive cercada de memórias e momentos tranquilos, sempre pronta para compartilhar a sabedoria acumulada ao longo de quase um século de vida. Entre as rotinas simples, ela encontra alegria em pequenos gestos. A vida dela é um testemunho da importância dos laços familiares no envelhecimento com dignidade, além de um convite a valorizar as experiências de quem nos precederam.

Conexão com a Ciência

Mais recentemente, o projeto deu um passo além, unindo-se à ciência. Em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Nonagenárias passou a participar na pesquisa DNA Longevo, que investiga a genética de quem vive mais de 95 anos. Amostras de DNA foram coletadas de Donda Lenita e de um morador de Ibertioga com 106 anos. O Nonagenárias comtempla apenas mulheres com mais de 90 anos. Mas, do DNA Longevo estuda ambos os gêneros. O objetivo é compreender como genes específicos influenciam a qualidade de vida e a resistência do organismo ao longo dos anos.

O biomédico e imunologista, Lucas Ventura, responsável pela coordenação das coletas em Minas Gerais, destaca a complexidade fascinante do sistema imunológico de quem vive tantos anos. “Queremos entender como as células dessas pessoas se mantêm equilibradas e garantem uma vida longa e saudável”, explica.

Histórias que Inspiram

As mulheres do projeto não apenas resistem ao tempo; elas o enfrentam com alegria, sabedoria e fé. Muitas continuam ativas, seja cuidando da casa, cozinhando ou mantendo-se em movimento. Cada uma delas é uma fonte de inspiração, ensinando que o segredo da vida não está apenas em viver mais, mas em viver bem.

A conexão familiar é outro ponto marcante. O projeto evidencia a importância do carinho e da atenção no cuidado com as pessoas mais velhas, reforçando o papel da família como pilar na vida dessas mulheres.

Impacto social e cultural

O Nonagenárias provoca reflexões profundas sobre o envelhecimento e as raízes familiares. As histórias de cada uma dessas mulheres incentivam a reconexão com as pessoas idosas, valorizando a sabedoria e a experiência. Além disso, a visibilidade alcançada pelo projeto nas mídias amplia a conscientização sobre o respeito e o cuidado com quem carrega nossa história nas memórias.

Um legado para o ffuturo

Mais do que um tributo às mulheres nonagenárias, o projeto é uma celebração da vida em todas as suas nuances. Ao registrar histórias, unir gerações e contribuir para avanços científicos, o Nonagenárias se estabelece como um legado de valorização humana e de busca pelo entendimento do que significa envelhecer com dignidade e alegria.

O sorriso de Dona Nininha, o entusiasmo de Lenita, e as vozes de tantas outras mulheres continuam ecoando, mostrando que cada vida, quando ouvida e respeitada, é um presente incomparável para a sociedade.


Fonte: Portal da Cidade Ibertioga

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