Jogo Delas
Mineirão se prepara para receber oito jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027
Estádio mineiro terá seis partidas da fase de grupos e dois jogos eliminatórios, com mudanças no gramado, melhorias operacionais e ações de acolhimento
Publicado em
13/10/2026 às 20:03
Atualizado em
Por Adriana Ibiti e Daniela Mendes
O Mineirão se prepara para receber algumas das principais partidas da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. Um dos oito estádios escolhidos para o torneio, o Gigante da Pampulha será palco de oito jogos entre 26 de junho e 16 de julho do próximo ano, incluindo seis confrontos da fase de grupos, uma partida das oitavas de final e outra das quartas de final.
A competição será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e marcará a primeira edição do Mundial feminino disputada na América do Sul. Para receber as seleções e as torcidas, o estádio de Belo Horizonte passa por uma preparação que envolve adequações técnicas, estrutura de imprensa, segurança, acessibilidade e planejamento operacional.
Gramado híbrido e ajustes na estrutura

Uma das principais mudanças previstas para o Mineirão é a implantação de um gramado híbrido, exigência da FIFA para o Mundial. A tecnologia combina a grama natural com fibras sintéticas de polietileno costuradas ao piso, com o objetivo de aumentar a resistência e favorecer a recuperação do campo diante da sequência de partidas.
A preparação também prevê melhorias nas áreas destinadas às transmissões esportivas e a profissionais de imprensa, além de ajustes técnicos relacionados à visibilidade do telão e ao funcionamento dos espaços de apoio.
O planejamento operacional considera a abertura flexível dos setores, com módulos de público a partir de 27 mil lugares, conforme a demanda de cada partida. A proposta é adequar a operação às necessidades dos jogos, mantendo a estrutura da arena preparada para receber torcedoras, torcedores, equipes e profissionais envolvidas/os no evento.
Segurança, acolhimento e acessibilidade
A estrutura do estádio inclui recursos voltados à segurança e ao atendimento de diferentes públicos. Entre eles está a Sala Lilás, destinada ao acolhimento de mulheres, crianças, adolescentes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade, em casos como assédio, importunação sexual e injúria racial.
O complexo conta ainda com posto do Juizado Especial Criminal (Jecrim), delegacia móvel da Polícia Civil e sistema de monitoramento com mais de 364 câmeras de alta definição conectadas ao Centro de Controle de Operações.
Outro recurso citado na preparação é o Camarote TEA, espaço adaptado para receber pessoas com Transtorno do Espectro Autista, com atenção ao conforto térmico e acústico.
Museu Brasileiro do Futebol terá espaço para as mulheres

A preparação para o Mundial também abre espaço para ampliar a presença feminina na memória esportiva. O Museu Brasileiro do Futebol, localizado no Mineirão, deverá atualizar o acervo para dar mais destaque às mulheres que contribuíram para a história da modalidade.
A iniciativa dialoga com o próprio torneio, que coloca o futebol feminino no centro das atenções e oferece uma oportunidade para reconhecer atletas, equipes e profissionais que ajudaram a construir essa trajetória.
Oito partidas no Mineirão
A tabela divulgada pela FIFA prevê seis jogos da fase de grupos no estádio, além de uma partida das oitavas de final, em 11 de julho, e outra das quartas de final, em 16 de julho de 2027. Os confrontos da primeira fase ainda dependem da definição das seleções que ocuparão cada grupo.
A presença da Seleção Brasileira no Mineirão também será possível, a depender do desempenho da equipe na fase de grupos e nas etapas eliminatórias. Se o Brasil terminar em segundo lugar no Grupo A, poderá disputar no estádio a partida das oitavas de final contra a primeira colocada do Grupo B. A classificação e os resultados das fases anteriores definirão os caminhos seguintes.
Além dos jogos, a operação do Mundial envolve planejamento de mobilidade, transporte, saúde, segurança, turismo e serviços urbanos. Em Belo Horizonte, um comitê intersetorial foi criado para coordenar as ações relacionadas ao evento, enquanto a programação da cidade também prevê um FIFA Fan Festival, com transmissão pública de partidas e atividades culturais.
Centros de treinamento da região metropolitana foram mapeados para dar suporte às seleções. Entre os locais relacionados estão a Cidade do Galo, a Toca da Raposa II, a Arena Independência e o Sesc Venda Nova. No interior, aparecem o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, e a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
De Estádio Minas Gerais a Mineirão
O estádio foi inaugurado em 5 de setembro de 1965 com o nome de Estádio Minas Gerais. Em janeiro de 1966, a denominação oficial mudou para Estádio Governador Magalhães Pinto, em homenagem ao então ex-governador mineiro.
O nome pelo qual a arena ficou conhecida, Mineirão, surgiu popularmente durante a construção, como referência à dimensão do estádio. Já o apelido Gigante da Pampulha faz alusão à imponência da estrutura e à região de Belo Horizonte onde está localizado.
Após uma grande reforma realizada entre 2010 e 2012 para a Copa do Mundo masculina de 2014, o estádio passou a operar no formato de arena, com arquibancadas numeradas e uma esplanada aberta ao público.
O futebol feminino já escreveu capítulos no estádio
O Mineirão também tem lembranças importantes na história da modalidade. Durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, recebeu partidas do torneio feminino, incluindo o confronto entre Estados Unidos e Nova Zelândia e a vitória do Brasil sobre a Austrália na disputa de pênaltis, diante de mais de 52 mil torcedoras e torcedores.
A arena é conhecida ainda por grandes públicos e marcas individuais no futebol masculino. Entre elas está o recorde de Reinaldo, ídolo do Atlético Mineiro, que marcou 151 gols no estádio.
Com a Copa do Mundo Feminina de 2027, o Mineirão terá uma nova oportunidade de reunir torcidas, valorizar o futebol praticado por mulheres e ampliar a história esportiva de uma das principais arenas do país.
A coluna Jogo Delas é uma parceria entre o Portal da Cidade Ibertioga e a Revista Mana.
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Adriana Ibiti (Portal da Cidade Ibertioga)
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Dani Mendes (Revista Mana)
Email: [email protected]
Fonte: Portal da Cidade Ibertioga e Revista Mana
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